Raças – Boxer

Está aí mais uma raça significativa em minha vida. Ainda que eu não tenha como me lembrar, meu primeiro cachorro foi um Boxer, chamado Balú. Um caso divertido de minha infância foi quando minha mãe me deixou tomando sol no jardim da chácara, ainda bebê, enquanto me vigiava da janela da cozinha. Em determinado ponto, eis que ela me ouve gargalhar absurdamente. Ao olhar a razão de tanto estardalhaço, estou eu, sendo lambida dos pés à cabeça pela enorme língua do cachorro!! Ao que tudo indica, eu estava me divertindo horrores! *rs. Cheguei a ter um maior contato, anos mais tarde, com a Boxer que minha tia criava, Vicky. Era uma fofa… com aqueles bochechões. É uma raça formidável e muito carinhosa… e são extremamente fortes.

História

Aparentemente, o Boxer é mais um Frankenstein do que um real cachorro *rs. Originário da Alemanha, reúne diversas raças para compor o belo animal que é hoje. Ele descende de cães usados na captura de animais de grande porte, como servos, ursos e bisões. Esses cães eram denominados pelos alemães de beissers (mordedores) e eram prognatas, ou seja, tinham a arcada dentária inferior mais proeminente que a superior. Subdividiam-se conforme suas funções em Bullenbeisser (bulle = touro – “mordedor de touros”), Bärenbeisser (Bär=urso) e Büffell-beisser (Büffel = búfalo). Há quem diga que a raça ainda carregue os genes do Brabante da Bélgica, do Dantizger da Polônia e, principalmente, do Bulldog Inglês.

Os Bullenbeiasers eram famosos desde a Idade Média, provenientes de uma população de Dogues existente na Alemanha, Bélgica, Países Baixos e leste da Franca, descendentes dos Cannis ursiturus (cães de urso) e Cannis porcatoris (cães de javali), utilizados nessa época como “cães de agarre”. Eles foram selecionados mais por sua finalidade do que por sua beleza, uma vez que eram utilizados na caça de grandes presas, na guarda do gado bravo e em “espetáculos” (se é que se pode chamar disso ¬¬) de lutas contra touros.

Já o Brabante da Bélgica, assim como o Dantziger, eram cães menores, ágeis e rápidos. De tonalidade dourada, era utilizado como condutor de manadas e em alguns lances de caça maior. O Bulldog Inglês antigo, um pouco mais pesado que o moderno, chegou à Alemanha a partir de 1820. Há quem diga, ainda, que os Alãos Espanhóis e o Dogue de Bordéus também emprestaram alguns genes para o projeto racial do Boxer. Como eu disse… praticamente um Frankenstein.

O primeiro aparecimento de exemplares da raça foi em 1895. “Múhlbauers Flocki” seria o primeiro Boxer inscrito no Livro de Origens, filho de “Tom”, um Bulldog branco, propriedade do Dr. Toenniessen, e da fêmea Bullenbeisser “Alt’s Schecken”. Em 17 de Janeiro de 1896, foi fundado, na cidade de Munique (capital da Baviera), o clube alemão da raça – Boxer Klub Sitz Münche – e, dois meses mais tarde, organizava-se a primeira exposição monográfica. Em 1902 fixaram-se, de forma provisória, as primeiras bases raciais, sendo publicado em 1904 o primeiro Livro de Origens (Zuchbuch), com o registro genealógico da raça.

A chegada da 1ª Guerra Mundial trouxe um declínio para a criação do Boxer. Só após a década de 20 é que ele voltou a se desenvolver como cão de trabalho. Com o reconhecimento das qualidades da raça como cão de guarda até as forças aliadas (sobretudo americanos) compraram muitos reprodutores e matrizes na 2ª Guerra Mundial. Ao se darem conta dos perigos que essa exportação em massa dos exemplares poderia ocasionar à criação nacional, os alemães iniciaram um processo de restrição das exportações.

Personalidade e Temperamento

Todas as pesquisas que fiz declararam que o Boxer é um cão de caráter digno, que costuma ser equilibrado, tranqüilo, confiante e paciente com as crianças. Aliás, é uma excelente raça para se ter com crianças por perto, uma vez que tenha muita energia e agüenta horas e horas de brincadeiras, demonstrando um temperamento sereno e afetuoso durante as brincadeiras, além de uma afeição pelos pequenos mundialmente conhecida.

Entretanto, justamente por terem muita energia, só deverão ser considerados para viverem em apartamentos ou espaços apertados se o dono realmente tiver tempo para exercitá-lo em longas e vigorosas caminhadas. É um cão fácil de educar e adestrar, mas o dono deve saber se posicionar como líder de matilha, pois o Boxer tende a ser territorialista e até um pouco agressivo com outros cães. São muito fiéis aos seus donos e carregam um instinto de proteção excepcional, tornando-se ótimos cães de guarda. Ao encontrarem pessoas desconhecidas, ficam muito quietos e observadores, mas comportam-se muito bem, principalmente (e, de preferência) com seus donos ao lado.

Hoje, existem basicamente dois tipos desenvolvidos da raça: o Boxer de linhagem tradicionalmente alemã (mais encorpado e robusto) e o de linhagem americana (mais leve e ágil). Se o desejo for mais por um cão de guarda, o indicado é buscar por uma linhagem mais tradicional na função. Nas provas de seleção alemãs, os cães são analisados tanto em sua estrutura física quanto em caráter e disposição para o trabalho. E, falando em trabalho, seu temperamento é suficientemente dócil para ser usado como guia em certos países.

Há criadores que indicam treinamentos de obediência a eles, uma vez que suas brincadeiras podem facilmente derrubar o dono. Já o adestramento para ataque é muito questionado. Socializá-lo com outros filhotes e com o aparecimento de visitas pode evitar alguns problemas de temperamentos futuros, como uma agressividade um pouco excessiva. Mas, como indica a filosofia do Cesar Millan, nada que não possa ser redirecionado caso o cão desenvolva esses desvios de comportamentos quando adultos. Se você tiver problemas com seu Boxer…. é só me chamar😉

Aparência

Por mais que, infelizmente, o corte das orelhas e da cauda continuem populares, principalmente nos EUA, graças aos deuses (para não dizer o nome Dele em vão, brinco com os deuses do Olímpo hehe) o novo padrão da raça não exige mais os exige mais.

Ele é um cão de tamanho médio e muito robusto. Sua estrutura é curta, quadrada e de ossos fortes, movimentando-se com vivacidade, força e nobreza. A pelagem é curta, reluzente, bastante aderente e de cores castanho com máscara preta, castanho, tigrado, tigrado e branco e castanho e branco. Seus olhos são castanho escuro quando adultos e bem claros ao nascerem.  A musculatura é bem desenvolvida e o aspecto é altivo e seguro. Os machos medem de 57 a 63cm, enquanto as fêmeas ficam entre 53 e 59cm. O peso deve estar de acordo com a altura do cão, numa média de 28 a 30kg.

Saúde

Mesmo sendo incrivelmente forte e vigoroso, o Boxer parece ter algumas predisposições quando se trata de doenças. Sejam de origem genética ou ocasionadas por fatores externos, precisam ser tratadas.

  • Câncer: Descobriu-se que a raça é de alto risco para uma relativa variedade de tumores, incluindo tanto benignos de pele quanto malignos que afetam cérebro, tireóide, glândulas mamárias e órgãos internos. O tratamento para a doença pode ser bastante semelhante a dos humanos, e tem havido enormes avanços no cuidado desses cães e no tempo de sobrevivência.
  • Hiperplasia gengival: São tumores benignos que dão principalmente na boca, expressado por um crescimento excessivo no tecido gengival e comumente visto em animais de meia idade e mais velhos. Podem ser numerosos, mas normalmente não causam danos significativos, devendo-se ater a questão de retenção de partículas de alimento, as quais o dono deve prestar atenção.
  • Problemas cardíacos: As doenças cardíacas da raça normalmente se enquadram em duas categorias – estenose aórtica e cardiomiopatia. A primeira é uma doença congênita, um estreitamento ou constrição do sistema de fluxo do ventrículo esquerdo para a aorta. Pode ser detectada por um sopro sistólico pelo seu veterinário – frequentemente num jovem filhote se o estreitamento for severo, ou num cão mais velho se a constrição for menos aguda. Já a segunda é uma doença do próprio músculo do coração. Causa arritmias que ameaçam a vida e freqüentemente conduzem à morte súbita ou falência do coração. Pode ser causada por certos venenos, infecções bacterianas, entre outros itens. É uma doença muito comum nos EUA e não é fácil evitá-la. O bom é que as chances de desenvolvê-la são mínimas. Entre seus sintomas temos fraquezas súbitas ou desmaios, sintomas esses que não podem ser ignorados. Pode ser que, ao chegar ao veterinário, o cão já esteja com os batimentos normais. Há formas de tratamentos para as duas doenças, e as chances de sobrevivência são sempre maiores se elas forem brevemente diagnosticadas.
  • Displasia do quadril: É uma doença que se desenvolve na articulação do quadril de muitas raças, onde a cabeça do fêmur e o acentábulo tornam-se incompatíveis. Como sinais da doença você poderá observar o cão se tornar mais relutante aos exercícios físicos vigorosos, apresentar andar manco e dor, onde subir escadas e se levantar pode ser difícil e doloroso. Radiografias apresentam bem o diagnóstico e o tratamento envolve terapia medicamentosa e cirurgia. O problema se manifesta, normalmente, entre os quatro meses e um ano de idade.
  • Hipotireoidismo: É uma deficiência que pode ser causada por tumores na tireóide ou pelo mau funcionamento da glândula. Dentre os sintomas temos pelos muito ralos ou sua total perda, obesidade, falhas reprodutivas, anemia e letargia. O problema pode afetar muitos órgãos e o diagnóstico é obtido pelo sangue. A administração de doses cuidadosamente determinadas de reposição hormonal aliviarão a maioria dos sintomas e provavelmente serão ministradas para o equilíbrio da vida do cão.

O Boxer usualmente vive em torno de 10 a 12 anos de idade e, nesta fase, tem tendência a desenvolver sintomas de reumatismo. Mas costuma a ser um cão saudável durante sua vida e, como todo bom velinho, vai ficar mais sensível, ranzinza e cansado em idade avançada hehe.

Curiosidades

Em um dos sites pesquisados, o título “Boxers Inteligentes” dizia que os Boxers não só podiam se comunicar com outros cachorros como também fariam com que suas emoções e desejos fossem percebidos pelos humanos. Há todo um relato sobre o modo de interpretar a linguagem corporal, a vocalização e seus comportamentos quando dominados por seus instintos. Ao meu ver, todo o cachorro tem esse “manual de comunicação”, e se você for atencioso o suficiente vai acabar por captá-lo (esse é um dos grandes segredos do Cesar para saber a hora certa de agir). Talvez, no caso do Boxer, isso significa que ele é, apenas, um cão bastante comunicativo quando comparado a outros cães, assim como existem pessoas mais e menos extrovertidas *rs. Se quiser conferir as dicas repassadas sobre a leitura corporal da raça, acesse http://www.saudeanimal.com.br/boxer.htm

Referências: http://pt.wikipedia.org/wiki/Boxer ; http://www.saudeanimal.com.br/boxer.htm ; http://www.bicharada.net/animais/animais.php?aid=24 ; http://www.dogtimes.com.br/boxer.htm

Está aí mais uma raça significativa em minha vida. Ainda que eu não tenha como me lembrar, meu primeiro cachorro foi um Boxer, chamado Balú. Um caso divertido de minha infância foi quando minha mãe me deixou tomando sol no jardim da chácara, ainda bebê, enquanto me vigiava da janela da cozinha. Em determinado ponto, eis que ela me ouve gargalhar absurdamente. Ao olhar a razão de tanto estardalhaço, estou eu, sendo lambida dos pés à cabeça pela enorme língua do cachorro!! Ao que tudo indica, eu estava me divertindo horrores! *rs. Cheguei a ter um maior contato, anos mais tarde, com a Boxer que minha tia criava, Vicky. Era uma fofa… com aqueles bochechões. É uma raça formidável e muito carinhosa… e são extremamente fortes.

História

Aparentemente, o Boxer é mais um Frankenstein do que um real cachorro *rs. Originário da Alemanha, reúne diversas raças para compor o belo animal que é hoje. Ele descende de cães usados na captura de animais de grande porte, como servos, ursos e bisões. Esses cães eram denominados pelos alemães de beissers (mordedores) e eram prognatas, ou seja, tinham a arcada dentária inferior mais proeminente que a superior. Subdividiam-se conforme suas funções em Bullenbeisser (bulle = touro – “mordedor de touros”), Bärenbeisser (Bär=urso) e Büffell-beisser (Büffel = búfalo). Há quem diga que a raça ainda carregue os genes do Brabante da Bélgica, do Dantizger da Polônia e, principalmente, do Bulldog Inglês.

Os Bullenbeiasers eram famosos desde a Idade Média, provenientes de uma população de Dogues existente na Alemanha, Bélgica, Países Baixos e leste da Franca, descendentes dos Cannis ursiturus (cães de urso) e Cannis porcatoris (cães de javali), utilizados nessa época como “cães de agarre”. Eles foram selecionados mais por sua finalidade do que por sua beleza, uma vez que eram utilizados na caça de grandes presas, na guarda do gado bravo e em “espetáculos” (se é que se pode chamar disso ¬¬) de lutas contra touros.

Já o Brabante da Bélgica, assim como o Dantziger, eram cães menores, ágeis e rápidos. De tonalidade dourada, era utilizado como condutor de manadas e em alguns lances de caça maior. O Bulldog Inglês antigo, um pouco mais pesado que o moderno, chegou à Alemanha a partir de 1820. Há quem diga, ainda, que os Alãos Espanhóis e o Dogue de Bordéus também emprestaram alguns genes para o projeto racial do Boxer. Como eu disse… praticamente um Frankenstein.

O primeiro aparecimento de exemplares da raça foi em 1895. “Múhlbauers Flocki” seria o primeiro Boxer inscrito no Livro de Origens, filho de “Tom”, um Bulldog branco, propriedade do Dr. Toenniessen, e da fêmea Bullenbeisser “Alt’s Schecken”. Em 17 de Janeiro de 1896, foi fundado, na cidade de Munique (capital da Baviera), o clube alemão da raça – Boxer Klub Sitz Münche – e, dois meses mais tarde, organizava-se a primeira exposição monográfica. Em 1902 fixaram-se, de forma provisória, as primeiras bases raciais, sendo publicado em 1904 o primeiro Livro de Origens (Zuchbuch), com o registro genealógico da raça.

A chegada da 1ª Guerra Mundial trouxe um declínio para a criação do Boxer. Só após a década de 20 é que ele voltou a se desenvolver como cão de trabalho. Com o reconhecimento das qualidades da raça como cão de guarda até as forças aliadas (sobretudo americanos) compraram muitos reprodutores e matrizes na 2ª Guerra Mundial. Ao se darem conta dos perigos que essa exportação em massa dos exemplares poderia ocasionar à criação nacional, os alemães iniciaram um processo de restrição das exportações.

Personalidade e Temperamento

Todas as pesquisas que fiz declararam que o Boxer é um cão de caráter digno, que costuma ser equilibrado, tranqüilo, confiante e paciente com as crianças. Aliás, é uma excelente raça para se ter com crianças por perto, uma vez que tenha muita energia e agüenta horas e horas de brincadeiras, demonstrando um temperamento sereno e afetuoso durante as brincadeiras, além de uma afeição pelos pequenos mundialmente conhecida.

Entretanto, justamente por terem muita energia, só deverão ser considerados para viverem em apartamentos ou espaços apertados se o dono realmente tiver tempo para exercitá-lo em longas e vigorosas caminhadas. É um cão fácil de educar e adestrar, mas o dono deve saber se posicionar como líder de matilha, pois o Boxer tende a ser territorialista e até um pouco agressivo com outros cães. São muito fiéis aos seus donos e carregam um instinto de proteção excepcional, tornando-se ótimos cães de guarda. Ao encontrarem pessoas desconhecidas, ficam muito quietos e observadores, mas comportam-se muito bem, principalmente (e, de preferência) com seus donos ao lado.

Hoje, existem basicamente dois tipos desenvolvidos da raça: o Boxer de linhagem tradicionalmente alemã (mais encorpado e robusto) e o de linhagem americana (mais leve e ágil). Se o desejo for mais por um cão de guarda, o indicado é buscar por uma linhagem mais tradicional na função. Nas provas de seleção alemãs, os cães são analisados tanto em sua estrutura física quanto em caráter e disposição para o trabalho. E, falando em trabalho, seu temperamento é suficientemente dócil para ser usado como guia em certos países.

Há criadores que indicam treinamentos de obediência a eles, uma vez que suas brincadeiras podem facilmente derrubar o dono. Já o adestramento para ataque é muito questionado. Socializá-lo com outros filhotes e com o aparecimento de visitas pode evitar alguns problemas de temperamentos futuros, como uma agressividade um pouco excessiva. Mas, como indica a filosofia do Cesar, nada que não possa ser redirecionado caso o cão desenvolva esses desvios de comportamentos quando adultos. Se você tiver problemas com seu Boxer…. é só me chamar😉

Aparência

Por mais que, infelizmente, o corte das orelhas e da cauda continuem populares, principalmente nos EUA, graças aos deuses (para não dizer o nome Dele em vão, brinco com os deuses do Olímpo hehe) o novo padrão da raça não exige mais os exige mais.

Ele é um cão de tamanho médio e muito robusto. Sua estrutura é curta, quadrada e de ossos fortes, movimentando-se com vivacidade, força e nobreza. A pelagem é curta, reluzente, bastante aderente e de cores castanho com máscara preta, castanho, tigrado, tigrado e branco e castanho e branco. Seus olhos são castanho escuro quando adultos e bem claros ao nascerem.  A musculatura é bem desenvolvida e o aspecto é altivo e seguro. Os machos medem de 57 a 63cm, enquanto as fêmeas ficam entre 53 e 59cm. O peso deve estar de acordo com a altura do cão, numa média de 28 a 30kg.

Saúde

Mesmo sendo incrivelmente forte e vigoroso, o Boxer parece ter algumas predisposições quando se trata de doenças. Sejam de origem genética ou ocasionadas por fatores externos, precisam ser tratadas.

Câncer: Descobriu-se que a raça é de alto risco para uma relativa variedade de tumores, incluindo tanto benignos de pele quanto malignos que afetam cérebro, tireóide, glândulas mamárias e órgãos internos. O tratamento para a doença pode ser bastante semelhante a dos humanos, e tem havido enormes avanços no cuidado desses cães e no tempo de sobrevivência.

Hiperplasia gengival: São tumores benignos que dão principalmente na boca, expressado por um crescimento excessivo no tecido gengival e comumente visto em animais de meia idade e mais velhos. Podem ser numerosos, mas normalmente não causam danos significativos, devendo-se ater a questão de retenção de partículas de alimento, as quais o dono deve prestar atenção.

Problemas cardíacos: As doenças cardíacas da raça normalmente se enquadram em duas categorias – estenose aórtica e cardiomiopatia. A primeira é uma doença congênita, um estreitamento ou constrição do sistema de fluxo do ventrículo esquerdo para a aorta. Pode ser detectada por um sopro sistólico pelo seu veterinário – frequentemente num jovem filhote se o estreitamento for severo, ou num cão mais velho se a constrição for menos aguda. Já a segunda é uma doença do próprio músculo do coração. Causa arritmias que ameaçam a vida e freqüentemente conduzem à morte súbita ou falência do coração. Pode ser causada por certos venenos, infecções bacterianas, entre outros itens. É uma doença muito comum nos EUA e não é fácil evitá-la. O bom é que as chances de desenvolvê-la são mínimas. Entre seus sintomas temos fraquezas súbitas ou desmaios, sintomas esses que não podem ser ignorados. Pode ser que, ao chegar ao veterinário, o cão já esteja com os batimentos normais.

Há formas de tratamentos para as duas doenças, e as chances de sobrevivência são sempre maiores se elas forem brevemente diagnosticadas.

Displasia do quadril: É uma doença que se desenvolve na articulação do quadril de muitas raças, onde a cabeça do fêmur e o acentábulo tornam-se incompatíveis. Como sinais da doença você poderá observar o cão se tornar mais relutante aos exercícios físicos vigorosos, apresentar andar manco e dor, onde subir escadas e se levantar pode ser difícil e doloroso. Radiografias apresentam bem o diagnóstico e o tratamento envolve terapia medicamentosa e cirurgia. O problema se manifesta, normalmente, entre os quatro meses e um ano de idade.

Hipotireoidismo: É uma deficiência que pode ser causada por tumores na tireóide ou pelo mau funcionamento da glândula. Dentre os sintomas temos pelos muito ralos ou sua total perda, obesidade, falhas reprodutivas, anemia e letargia. O problema pode afetar muitos órgãos e o diagnóstico é obtido pelo sangue. A administração de doses cuidadosamente determinadas de reposição hormonal aliviarão a maioria dos sintomas e provavelmente serão ministradas para o equilíbrio da vida do cão.

O Boxer usualmente vive em torno de 10 a 12 anos de idade e, nesta fase, tem tendência a desenvolver sintomas de reumatismo. Mas costuma a ser um cão saudável durante sua vida e, como todo bom velinho, vai ficar mais sensível, ranzinza e cansado em idade avançada hehe.

Curiosidades

Em um dos sites pesquisados, o título “Boxers Inteligentes” dizia que os Boxers não só podiam se comunicar com outros cachorros como também fariam com que suas emoções e desejos fossem percebidos pelos humanos. Há todo um relato sobre o modo de interpretar a linguagem corporal, a vocalização e seus comportamentos quando dominados por seus instintos. Ao meu ver, todo o cachorro tem esse “manual de comunicação”, e se você for atencioso o suficiente vai acabar por captá-lo (esse é um dos grandes segredos do Cesar para saber a hora certa de agir). Talvez, no caso do Boxer, isso significa que ele é, apenas, um cão bastante comunicativo quando comparado a outros cães, assim como existem pessoas mais e menos extrovertidas *rs. Se quiser conferir as dicas repassadas sobre a leitura corporal da raça, acesse http://www.saudeanimal.com.br/boxer.htm

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Boxer ; http://www.saudeanimal.com.br/boxer.htm ; http://www.bicharada.net/animais/animais.php?aid=24 ; http://www.dogtimes.com.br/boxer.htm

4 comentários em “Raças – Boxer

  1. Estou pensando em adquirir um boxer macho com pedigree , preto rajado Ou marrom. Orelhas e calda cortada qual o valor de um filhote?

    1. Luciano Vale a pena você comprar um boxer, te digo isso porque eutenho um macho, mas as orelhas dele não cortei,
      Nao vejo necessidade de fazer isso. eles são cães muito brincalhoes companheiros e fieis com os donos.

  2. Luciano, com relçao ao Boxer o valor com Pedigree varia de R$ 1000,00 até R$ 2.000,00 dependendo do canil que você vai pegar
    Mas te digo uma coisa
    vale a pena.

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