Trabalho de Cão – Cães Farejadores (parte 1)

Muitos se enganam ao acharem que cachorro só serve para ser animal de estimação. Tem muito cão por aí que pega na labuta e faz jus aos dons que Deus lhe deu! Entre as várias funções que podem desempenhar, o post de hoje será dedicado aos Cães Farejadores.

Sabe-se que o ser humano, há séculos, se utiliza das capacidades específicas de cada animal para suprir suas próprias deficiências. No caso dos farejadores, trata-se de um nariz com até 250 milhões de células sensoriais olfativas, 50 vezes mais potente que o nariz humano, composto por 5 milhões dessas células. Tudo bem que esse número varia de raça para raça, mas mesmo o cão com maior inépcia no assunto carrega em torno de 125 milhões.

Diz a história que a utilização dos cães com essa finalidade vem desde a época da guerra do Vietnã, na qual o consumo de heroína entre os soltados norte-americanos teria causado diversos problemas. A princípio a idéia foi aplicada de uma maneira um tanto distorcida: em 1970 os norte-americanos teriam drogados seus cães para que, em abstinência, eles procurassem e detectassem a droga. A idéia, por óbvio, foi logo abandonada, não só porque os cães acabavam morrendo rapidamente como, também, para a função, os cães precisam estar alertas e ativos 24 horas por dia, já que essas operações não eram programadas com antecedência e não podiam ser efetuadas por um cão drogado.

Agora, os farejadores não servem só para rastrear drogas. Há uma infinidade de utilidades para as potentes narinas de nossos amigos.

  • Localizar pessoas: Eles localizam pessoas nas mais diversas situações. Na história, tivemos cães buscando escravos fugitivos no Brasil e indígenas que escapavam dos espanhóis durante a Colonização (convenhamos, uma utilização nada positiva). Hoje eles ajudam tanto a capturar fugitivos quanto a buscar pessoas desaparecidas em caso de seqüestro ou em meio a escombros de algum acidente. Podem, inclusive, indicar se a pessoa está viva ou não.
  • Caçar: Talvez sua função mais primária, são ótimos não só para encontrar o rastro de animais como também dão uma forcinha na hora de capturá-los.
  • Objetos: São inúmeros! Drogas, explosivos, produtos inflamáveis, alimentos, outros animais contrabandeados, materiais bélicos e armas de guerra, obras de arte marcadas com odores específicos e até estão substituindo os porcos na busca por Trufas na Europa (me refiro a uma iguaria que vem de um fungo muito valorizado que cresce em certas regiões européias).
  • Usos Inusitados: Ultimamente temos uns usos muito loucos e muito bacanas, como cães que farejam tecidos cancerosos, auxiliando no diagnóstico médico, e cães que descobrem formigueiros e cupinzeiros na construção civil.

A utilização desses cães no Brasil ainda é muito restrita, ficando basicamente limitada a operações da Polícia Federal, que tem seus cães treinados em um canil central em Brasília e os envia para o restante do país. As Polícias Civil e Militar têm, ainda que em número menor, cães treinados na busca de narcóticos. Santa Catarina se destaca pela Academia Canina da Polícia Civil, que treina seus cães para a busca de maconha, cocaína, crack, entre outros. Já em outros países, como EUA, Austrália e Europa, o uso desses cães é geral em todos os departamentos policiais.

Havia mais coisas para falar sobre esse assunto… mas o post ficaria muito grande. Portanto, em breve, teremos uma continuação… falando sobre os pré-requisitos que esses cães devem ter, assim como o modo o qual são treinados.

Até mais, personas!

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