Vermifugação… ato importantíssimo!

Ainda que não seja um dos temas mais fascinantes sobre a saúde animal, a vermifugação é, sem sombra de dúvidas, o primeiro passo que você deve dar ao trazer um novo membro para sua casa ou ao iniciar os cuidados com seu filhote. O ideal é que seu animal já receba as doses de vermífugos e das principais vacinas antes de começar a circular mundo a fora.

Tratamento em Filhotes

Nos filhotes, o índice de contração a verminoses é ainda maior que nos adultos, uma vez que a mãe possa transmiti-los tanto pela placenta quanto pelo aleitamento. Vermifugar a fêmea antes do acasalamento e 10 dias antes da provável data do parto pode ajudar a prevenir esse tipo de infestação. Em outros casos, a contaminação pode se dar por meio da ingestão de ovos e larvas dos vermes presentes no ambiente ou pela penetração de larvas na pele.

É normal o filhote ter alguns dos seus órgãos abdominais inchados, que diminuem ao passar dos meses. Mas isso também pode significar a presença de endoparasitas. Para que isso não passe batido, é valido prestar atenção em outros sintomas (presentes em adultos infectados também), como apatia, perda de peso, vômito, tosse e sintomas de pneumonia , diarréia, anemias, convulsões, prurido anal e predisposição a outras doenças. Alguns sintomas podem até não parecer muito comuns, como o caso da tosse, mas isso ocorre porque nem todos os vermes parasitam unicamente o intestino; alguns circulam pelo corpo, podendo atacar os pulmões.

De qualquer forma, mesmo sem apresentar os sintomas, quase sempre o filhote está infectado. A permanência do parasita no organismo pode comprometer o crescimento do animal, assim como sua imunidade a outras doenças. Casos não tratados podem levar à morte.

O mais indicado é tratar o filhote, mesmo que de maneira apenas preventiva. Além da vermifugação pré-natal da fêmea, o ideal é fazer o seguinte tratamento:

  • 30 dias de idade – 1ª dose de vermífugo
  • 45 dias de idade – 2ª dose de vermífugo
  • 60 dias de idade – 3ª dose de vermífugo
  • 120 dias de idade – 4ª dose de vermífugo
  • A cada 3 ou 6 meses – Reforço

Não obstante, para se alcançar o sucesso no tratamento é importante que ele seja feito em todos os animais que mantenham contato com o filhote (sejam outros filhotes ou adultos), para que eles não se tornem fontes de re-infecção.  Manter o ambiente sempre limpo também é recomendado, uma vez que as fezes sejam uma grande forma de disseminação.

Versão para Adultos

O modo de se fazer o tratamento em filhotes foi bastante unânime em minhas pesquisas. Já o modo de lidar com vermifugação de adultos trouxe resultados díspares. Alguns especialistas acreditam que os vermífugos só devam ser administrados aos cães após a detecção da doença. Outros dizem que o ideal é fazer a prevenção, dando remédios ao cão sem necessariamente confirmar a presença de parasitas.

No primeiro caso, o animal deverá passar por um exame de fezes para detectar, com exatidão, se está ou não contaminado e qual o tipo de parasita que carrega. O que os especialistas alegam é que nem todos os parasitas são intestinais, como o caso do Ancylostoma caninum, que é hematófago (se alimenta de sangue) e não morreria pela administração de remédios via oral, como no caso dos demais infectantes.

No segundo caso, a recomendação é que os animais jovens sejam vermifugados a cada 3 meses e os adultos a cada 3 ou 6 meses. De qualquer maneira, é sempre importante fazer o tratamento simultaneamente em todos os animais e manter seus locais de convívio sempre limpos.

Os parasitas mais comuns figuram nos modelos de nematódeos, cestódeos e protozoários. Os nematódeos são redondos e trazem o Ancylostoma caninum, Uncinaria spp., Trichuris vulpis, Toxocara canis, e Strongyloides stercoralis como principais representantes. Os cestódeos são os vermes achatados, representados pelas tênias, sendo o Dipylidium caninum o tipo mais comum. E os protozoários mais freqüentes são os Crytosporidium parvum, Giardia spp. e o Isospora spp. Essas, entre outras doenças, serão comentadas detalhadamente em futuros posts.

Danos à Saúde Humana

Como se já não fosse triste o suficiente ver o seu animalzinho sofrendo com vermes, os malditos ainda podem infectar seres humanos. Crianças costumam ser os alvos mais recorrentes, principalmente porque possuem o hábito de levar as mãos à boca com maior freqüência e com menor assepsia. Como principais doenças temos:

  • Larva Migrans Visceral: larvas de Toxocara que se centralizam em diversos órgãos, como olhos e sistema nervoso central, causando graves lesões.
  • Larva Migrans Cutânea ou Bicho Geográfico: larvas de Ancylostoma que causam dermatites com coceira intensa.
  • Hidatidose cística: larvas de Echinococcus que formam cistos hidáticos em órgãos como fígado, baço e sistema nervoso central.

Por essas e outras a legislação veio a proibir o acesso de cães às praias. Era muito comum o contágio humano por meio de areia infectada. Muitas vezes as fezes animais já não se encontravam mais no local, mas as larvas de vermes estavam presentes e penetravam através da pele. Uma pena… é uma delícia caminhar ao fim do dia com os lindinhos na praia. Se os donos fossem mais conscientes e cuidassem para que seus cães não fizessem sujeira…

Referências: http://www.petbr.com.br/infor66.asp ; http://www.dogtimes.com.br/verminoses.htm ; http://www.animaisdecompanhia.com.br/component/content/article/43/142-endoparasitoses-e-vermifugacao ; http://www.saudeanimal.com.br/artigo18.htm ; http://www.petpenha.com.br/links_cao/vermi02.htm

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